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Ideologia gay e Homossexualidade não são a mesma coisa

Ideologia gay e Homossexualidade não são a mesma coisa, afirma o Jornalista Ruy Fabiano

Toda a campanha em favor da causa gay, e que orienta a aprovação do projeto de lei 122, em tramitação no Senado, parte de uma mesma premissa: haveria, no Brasil, um surto de homofobia — isto é, hostilidade e ameaça física aos gays.

A premissa não se sustenta estatisticamente. Os números, comparativamente aos casos gerais de homicídios anuais no país – cerca de 50 mil! —, são irrelevantes.

Segundo o Grupo Gay da Bahia, de 1980 a 2009, foram documentados 3.196 homicídios de homossexuais no Brasil, média de 110 por ano.

Mais: não se sabe se essas pessoas foram mortas por essa razão específica ou se o crime se deu entre elas próprias, por razões passionais, ou pelas razões gerais que vitimam os outros 49 mil e tantos infelizes, vítimas do surto de insegurança que abala há décadas o país.

Se a lógica for a dos números, então o que há é o contrário: um surto de heterofobia, já que a quase totalidade dos assassinatos se dá contra pessoas de conduta hetero.

O que se constata é que há duas coisas distintas em pauta, que se confundem propositalmente e geram toda a confusão que envolve o tema.

Uma coisa é o movimento gay, que busca criar espaço político, com suas ONGs e verbas públicas, ocupando áreas de influência, com o objetivo de obter estatuto próprio, como se opção de conduta sexual representasse uma categoria social.

Outra é o homossexualismo propriamente dito, que não acrescenta nem retira direitos de cidadania de ninguém.
Se alguém é agredido ou ameaçado, já há legislação específica para tratar do assunto, independentemente dos motivos alegados pelo agressor. Não seria, pois, necessário criar legislação própria.

Comparar essa questão com o racismo, como tem sido feito, é absolutamente impróprio. Não se escolhe a raça que se tem e ver-se privado de algum direito por essa razão, ou previamente classificado numa categoria humana inferior, é uma barbárie.

Não é o que se dá com o homossexualismo. As condutas sexuais podem, sim, ser objeto de avaliação de ordem moral e existencial, tarefa inerente, por exemplo (mas não apenas), às religiões.

Elas — e segue-as quem quer — avaliam, desde que existem, não apenas condutas sexuais (aí incluída inclusive a dos heterossexuais), mas diversas outras, que envolvem questões como usura, intemperança, promiscuidade, infidelidade, honestidade etc.

E não é um direito apenas delas continuar sua pregação em torno do comportamento moral humano, mas de todos os que, mesmo agnósticos, se ocupam do tema, que é também filosófico, político e existencial.

Assim como o indivíduo, dentro de seu livre arbítrio, tem a liberdade de opções de conduta íntima, há também o direito de que essa prática seja avaliada à luz de outros valores, sem que importe em crime ou discriminação. A filosofia faz isso há milênios.

Crime seria incitar a violência contra aqueles que são objeto dessa crítica. E isso inexiste como fenômeno social no Brasil. Ninguém discute o direito legal de o homossexual exercer sua opção. E a lei lhe garante esse direito, que é exercido amplamente.

O que não é possível é querer dar-lhe dimensão que não tem: de portador de direitos diferenciados, delírio que chega ao extremo de se cogitar da criação de cotas nas empresas, universidades e partidos políticos a quem fez tal opção de vida.

Mesmo a nomenclatura que se pretende estabelecer é falsa. A união de dois homossexuais não cria uma família, entendida esta como uma unidade social estabelecida para gerar descendência e permitir a continuidade da vida humana no planeta.

Casamento é instituição concebida para organizar socialmente, mediante estatuto próprio, com compromissos recíprocos, a geração e criação de filhos.Como aplicá-lo a outro tipo de união que não possibilita o que está na essência do matrimônio? Que se busque então outro nome, não apenas para evitar confusões conceituais, mas até para que se permita estabelecer uma legislação que garanta direitos e estabeleça deveres específicos às partes.

Há dias, num artigo na Folha de S. Paulo, um líder de uma das muitas ONGs gays do país chegou a afirmar que a heterossexualidade não resultaria da natureza, mas de mero (e, pelo que entendi, nefasto) condicionamento cultural, que começaria já com a criança no ventre materno.

Esqueceu-se de observar que, para que haja uma criança no ventre materno, foi necessária uma relação heterossexual, sem a qual nem ele mesmo, que escrevia o artigo, existiria.

Portanto, a defesa de um direito que não está sendo contestado — a opção pelo homossexualismo — chegou ao paroxismo de questionar a normalidade (e o próprio mérito moral) da relação heterossexual, origem única e insubstituível da vida.

Não há dúvida de que está em cena um capítulo psicótico da história.

Desenvolvendo o potencial das crianças

Compassion: desenvolvendo o potencial das crianças

Entrevista com Ana Rafaela dos Santos Publicado em 29.06.2011

Qual é o espaço que a criança tem em sua Igreja? Quais as atividades preparadas para ela? Sua Igreja/organização apresenta algum trabalho social para promover o desenvolvimento do potencial das crianças da sua comunidade/bairro ou cidade? Pensar no Ide sem incluir as crianças é fazer a Missão pela metade.

Uma das organizações mais respeitadas, a Compassion atua em 26 países, inclusive no Brasil, em parceria com igrejas evangélicas, beneficiando em nosso país cerca de 32 mil crianças em situação de risco em 7 Estados: Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
A Compassion International é uma organização evangélica interdenominacional, não-governamental, sem fins lucrativos, cujo objetivo é ajudar crianças em situação de risco ao redor do mundo. Foi criada em 1952 pelo missionário Everett Swanson em resposta à pobreza e à desolação de crianças que se tornaram órfãs devido à guerra na Coreia.

Há mais de 20 anos no Brasil, a Compassion tem feito a diferença na vida de muitas crianças, capacitando-as e preparando-as para um futuro melhor.

Para conhecer mais suas atividades, entrevistamos Ana Rafaela dos Santos, graduada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda, e pós-graduada em Gestão da Comunicação, ambas pela Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC), em Campinas, SP. Ana serve o ministério da Compassion há 2 anos e meio como especialista em comunicação e é membro da Primeira Igreja Batista em Campinas.

Algumas histórias sobre o Brasil podem ser achadas nestes links: http://blog.compassion.com/tag/brazil. Sites da Compassion http://www.compassion.org.br/ (em português) http://www.compassion.com/ (em inglês)

O Presidente da Compassion International, Wess Stafford, escreveu o livro "To Small to Ignore" ("Pequenos demais para serem ignorados"), compartilhando seu ponto de vista a respeito das crianças e sobre o papel dos pequeninos no Reino de Deus. Qual a visão e que princípios podemos aprender com este livro?

Ana - Wess Stafford costuma dizer que tudo o que precisou aprender para liderar a Compassion ele aprendeu quando era criança e morou com seus pais na África. Wess é filho de missionários e sofreu na infância abusos na escola onde estudou. Hoje é uma das vozes mais respeitadas em defesa da criança. O livro "Pequenos demais para serem ignorados" conta sua trajetória e ele fala sobre o valor dos pequeninos no Reino de Deus. Devemos ter em mente que as crianças não sao a igreja de amanhã, mas de hoje - elas também são agentes transformadores. Temos muitas histórias de famílias inteiras que se converteram por causa do testemunho de uma criança.

O que é Compassion e quais seus objetivos?

Ana - A Compassion é uma instituição não governamental cujo objetivo é libertar crianças da pobreza em nome de Jesus. A sede fica em Colorado Springs, nos Estados Unidos, e temos 12 países parceiros (países que levantam recursos) e 26 países campo (países que recebem os recursos - incluindo o Brasil). Os recursos são levantados por meio de apadrinhamento.

Trabalhamos em parceria com Igrejas Evangélicas que tenham a mesma visão de alcançar crianças em situação de vulnerabilidade social. Por meio dessas parcerias, capacitamos a Igreja e seu Projeto social provendo apadrinhamento das crianças, suporte financeiro e treinamento.

Quais os programas da Compassion?

Ana - No Brasil, a Compassion tem dois programas, o CDSP - Child Development trhough Sponsorship e o LDP - Leadership Development Program.

O CSDP é o Programa de Desenvolvimento da Criança por meio do Apadrinhamento. Este programa é voltado às crianças e adolescentes de 3 a 18 anos. A criança/adolescente frequenta o Projeto no período em que não está na escola. No Projeto, ela recebe apoio cognitivo, nutricional, educação cristã e outras ferramentas que ajudam no seu desenvolvimento integral. É no CDSP que ela se corresponde regularmente com o seu padrinho. Não são raros os casos em que a única palavra de incentivo para esta criança ou adolescente venha apenas de seu padrinho. Um exemplo é do jovem Felipe, do Rio de Janeiro. Quando ele era criança, chegou a tomar água com açúcar para enganar a fome. Durante os anos em que esteve no Projeto, recebeu cartas regularmente do seu padrinho, estimulando-o sempre a estudar e nunca desistir de seus sonhos. Hoje, este jovem estuda direito e paga a sua faculdade trabalhando com informática, que aprendeu em um curso oferecido pela Compassion, e já conseguiu, inclusive, fazer um intercâmbio de dois meses na África do Sul para aperfeiçoar o inglês. Ele não esconde que está fazendo tudo isso hoje por causa do incentivo que recebeu de seu padrinho enquanto estava no Projeto.

O LDP é um programa de desenvolvimento e capacitação de líderes cristãos voltado a adolescentes oriundos do CDSP que conseguiram entrar em uma universidade. Para participar deste programa, existe uma seleção, pois as vagas são limitadas. Além do suporte financeiro dado pelos padrinhos para que eles possam continuar estudando, os estudantes se encontram regularmente para receber mentoreação. Nestes encontros, participam de workshops que agregam conhecimento à sua formação, como administração financeira, princípios bíblicos de integridade e mordomia, etc

Nosso objetivo é que, ao concluir o Programa, a criança esteja encaminhada para se tornar um adulto auto-sustentável e um cristão pleno.

Existe ainda um outro programa que ainda não é rodado no Brasil, o CSP - Child Survival Program, voltado para a sobrevivência do bebê.

Como as Igrejas podem ser parceiras da Compassion?

Ana -
É preciso que já exista alguma iniciativa de programa de assistência socioeducativa realizado na Igreja com crianças em situação de extrema pobreza, possuir espaço para realizar atividade com as crianças e flexibilidade para aumentar o quadro de voluntários/funcionários.

É importante ressaltar que estamos abrindo parcerias no Estados do Maranhão, na região dos Cocais (Caxias, Codó e adjacências), interior do Ceará e Pernambuco. Se alguma igreja tem interesse, basta nos contatar pelo e-mail faleconosco@br.ci.org

Como é o dia a dia visitando lugares e ouvindo histórias de crianças em situação de extrema miséria e em situação de risco? Como é contar histórias para que "o mundo veja não apenas a pobreza, mas o potencial destas crianças"?

Ana - A primeira vez que estive frente a frente com uma família que tinha passado fome foi chocante. Uma coisa é você ver isso na tv, sentada na sua sala depois da janta. Outra coisa é você entrar na casa, sentir o cheiro, ver a dispensa da cozinha vazia, olhar dentro dos olhos destas pessoas e dentro de você começar a se lembrar de Gênesis, da criação do homem, de que somos coroa da criação e que, definitivamente, Deus não nos fez para viver em uma situação como esta, de extrema miséria e falta de esperança. O que mais machuca é a falta de esperança. Por isso que o evangelho liberta: Jesus é vida em abundância, traz esperança e só nele temos força para continuar vivendo. Ele é a Vida. Como profissional em comunicação, quando visito estes lugares, o versículo que me impulsiona está emProvérbios 31.8 "Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados". É o que fazemos aqui na Compassion.

Fale um pouco dos 12 princípios de liderança da Compassion.

Ana - São princípios que norteiam a Compassion como instituição e pelos quais os funcionários em todo o mundo são comprometidos. Em resumo: demonstração de caráter, disciplina pessoal, comprometimento com a Igreja local, viver com integridade, exemplificar a liderança de servo, ouvir humildemente, liderar com coragem, acender a paixão pelo ministério, dominar as comunicações, equipar os outros, lutar por excelência e cultivar a família.

Todos estes princípios são os desdobramento de se imitar a Cristo. A Compassion é uma instituição cristocêntrica e existe para servir a Igreja.

Quais os conselhos para pastores e líderes quanto ao trabalho com crianças em suas Igrejas ou em Instituições sociais que são administradas pelas Igrejas.

Ana - Invista no ministério infantil, gaste tempo com as crianças. Isso pode transformar a vida delas para sempre. Entenda que as crianças são a igreja de hoje.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

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URL: http://www.institutojetro.com/lendoentrevista.asp?t=&a=2954
Site: www.institutojetro.com
Título do artigo: Compassion: desenvolvendo o potencial das crianças
Autor: Ana Rafaela dos Santos

Associação Projeto Comunidade e Família



Olá amigos, Shalom.

A APCF é uma Associação de pessoa jurídica de direito privado, sob forma de associação civil, sem fins lucrativos e sua finalidade é promover cidadania, bem-estar e assistência social, através da Missão Integral, que cuida dos aspectos bio-psíquico-sócio-espiritual.

Doamos voluntariamente um pouco de nosso tempo com muito amor e qualidade no que fazemos. As pessoas precisam de atenção e altruísmo, por isso o nosso lema: "Servir e se Importar".

Atuamos na Escola Municipal Francisco Magalhães Gomes, Bairro Vila Clóris/BH, com atividades esportivas, culturais, profissionalizantes e educacionais. Com foco no Evangelho simples, mas relevante, o Projeto abrange o indivíduo completo, proporcionando meios deste se relacionar com Deus, consigo e com o próximo.

Caso interesse em ser voluntário em alguma atividade ou ser nosso parceiro mantenedor, entre em contato e venha conhecer essa preciosa obra de Deus.

http://www.facebook.com/comunidadefamilia
www.comunidadefamilia.com.br (em construção)

Pr. Eliézer Rocha de Abreu
(31) 3324-8792 / 8686-9247
pr.eliezer.abreu@gmail.com

Virada de mesa: união civil de homossexuais

Deputados evangélicos e católicos protocolam PDL que susta a decisão Supremo sobre a união civil.

No final da noite de ontem, o deputado Roberto de Lucena e um grupo de deputados evangélicos e católicos estiveram com o presidente da Câmara dos Deputados para protocolar o Projeto de Decreto Legislativo que susta a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconhece a entidade familiar a união entre pessoas do mesmo sexo. O deputado é um dos co-autores.


Acesse aqui o documento na íntegra.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B_ZTNr18Jk__ZjMxMmJiZmItYjM3Ny00YWU2LWJiMmMtN2Y1ZDU2NTU1M2Vl&hl=pt_BR

GRATIDÃO ETERNA


VALEU, SR. CHICO, FOI UM EXTRAORDINÁRIO PRIVILÉGIO SER TEU FILHO, APRENDER COM UM PROFESSOR POR EXCELÊNCIA E TENTADO HONRÁ-LO ATÉ O FIM.
OBRIGADO, PAI, POR AMAR COMO AMOU NOSSA MÃE, DONA ADELITA, POR PREPARAR E ENSINAR OS NOVE FILHOS PARA A VIDA, POR TER PACIÊNCIA E CARINHO COM VINTE NETOS/BISNETO E SER UM AMIGO E MESTRE PARA TANTOS.
O CÉU RECEBEU UM HOMEM DE VERDADE!!! PROMOÇÃO PARA OS PALÁCIOS ETERNOS: 20 DE MAIO DE 2011.
GLÓRIA AO PAI, AO FILHO E AO ESPÍRITO SANTO DE DEUS!!!!!!!!!!!!!!

"O SENHOR RESGATA A ALMA DE SEUS SERVOS, E DOS QUE NELE CONFIAM NENHUM SERÁ CONDENADO" SALMO 34:22

Elogio certo

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante.
Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças.

Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Texto recebido por email.

Família – Ainda Uma Grande Idéia

Olá amigos, Shalom.

Após uma semana em que decisões nefastas foram tomadas no Supremo Tribunal, rebaixando a zero os valores e a moral da Família, reflitamos no texto abaixo, muito inspirado e escrito pelo amigo Pr. Luiz Fernando (http://ministerioforcaparaviver.blogspot.com/).

“E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada". Gn. 2:23

Alvin Tofller, um futurólogo, escreveu em O Choque do Futuro na década de 70, do século passado, que a família, como a conhecemos, sofreria pressões muito fortes, de tal maneira que se acomodaria em novos arranjos. Os casais se ajuntariam por um prazo de cinco anos e se não dessem certo dissolveriam a relação. Os filhos gerados ficariam ao encargo do estado que os encaminhariam para famílias estruturadas. Na década de 30, do mesmo século, o estado socialista tentou acabar com a família tradicional, pois, achava que era um componente do capitalismo, mas se viu obrigado a retroceder e afirmar o modelo tradicional familiar, pois, viu que os resultados não eram benéficos para a nação.

Tofler acertou quando disse que a família sofreria pressões. As diversas mídias, terapeutas, artistas e personalidades dentre outros, bombardeiam a família como se ela fosse o centro dos problemas sociais. A infidelidade conjugal e o divórcio são saudados como um processo libertador.

Mas mesmo assim ainda milhares de casais sobem aos altares de diversas igrejas e celebram o casamento e a constituição de uma nova família. Milhares de outros casais se esforçam com inteligência para que seus lares não venham a se desintegrar. Precisamos lembrar que a família tem sua origem em Deus. Deus, em Sua forma existencial, não é um ser solitário ou egoísta. Ele vive na mais perfeita comunhão com o Filho e o Espírito Santo. Assim sendo, o nosso modelo é o próprio Deus. Por mais que o homem lute contra este fato, ele ainda se impõe por si só. Família ainda é uma grande ideia. Ainda os filhos têm em seus pais os melhores modelos. O complemento do homem é a mulher e vice-versa. Ainda a família é o primeiro núcleo socializador para a criança. Ali é onde a criança aprende a respeitar as autoridades e adquirir valores duradouros para a vida.

Por termos um alto índice de divórcios, estamos vivendo, em parte, a desintegração social, quebra de valores e a banalização da vida. Deus quando idealizou a família sabia que era o melhor para a raça humana.

Quanto mais a família for bombardeada e desvalorizada mais veremos o mal crescer nas mais diversas formas. A pesquisa mostra que adolescentes que gozam da presença do pai iniciam a vida sexual mais tarde. Quando a família é valorizada os filhos sentem os resultados ao longo da vida, pois, serão mais confiantes, persistentes e equilibrados, menos propensos à depressão e saberão atuar com equanimidade diante das crises da vida. Precisamos ver a família como uma grande oportunidade de crescimento e cura. O fortalecimento e incentivo encontrados em uma família equilibrada geram crescimento pessoal e cura para muitas crises emocionais. No convívio do lar podemos adquirir princípios vencedores que nos auxiliarão nas tomadas de decisões.

Acredito que algumas posturas poderão ser assumidas pelos participantes de uma família:

Valorização pessoal - Valorize os seus para si mesmo e diante dos outros.

Menos crítica - Por que criticar se posso valorizar?

Bom senso diante das crises - Não procure encontrar culpados, mas procure as soluções.

Respeito - Podemos discordar de ideias, mas precisamos respeitar o ser humano.

Perdão - Precisamos dar e receber perdão. Isso traz cura para dentro do lar.

Misericórdia - Calçarmos o sapato do outro para tentar irmanar com sua dor ou crise.

Amor-"Quem não demonstra que ama, realmente não ama".W. Shakespeare

Lazer - Família que não têm lazer junto termina.

Culto Doméstico - Trazendo Deus para nossos lares.

Famílias bem estruturadas facilitam o trabalho do estado, fortificam a malha social e trazem equilíbrio pessoal.

Família – Ainda Uma Grande Ideia.

Soli Deo Glória

Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza

Pais de hoje educam os filhos para o trabalho, não para o amor


Eles fazem tudo o que podem para mostrar aos jovens o quanto é importante desenvolver uma carreira, mas se esquecem de ensinar-lhes como lidar com os relacionamentos afetivos. O resultado é a formação de adultos bem-sucedidos profissionalmente e incompetentes no âmbito amoroso, pessoas que sofrem solitárias ou fazem sofrer quem com elas se relaciona.

Uma amiga queixou-se que o filho rejeita o vínculo afetivo duradouro. Aos 32 anos, acha que o amor é hipocrisia. Lembrei-me, então, de como ela e o ex-marido sempre proporcionaram a esse rapaz conforto e luxo, conseguidos graças à dedicação de ambos ao trabalho. Depois de separados, persistiram na missão de servir de exemplo ao filho, mostrando orgulho pela carreira construída e pelos ganhos financeiros. Essas lembranças me levaram a refletir sobre a mensagens hoje transmitidas aos jovens sobre carreiras e relações afetivas. Que diferença!

Pais como minha amiga e o ex-marido educam os filhos para admirar e valorizar a carreira. mas quase não vejo pais que os eduquem de modo a ver a relação amorosa como um patrimônio que deva ser cuidado para que dele tenham orgulho no fim da vida.

Noto pais sacrificando para dar aos filhos exemplo de profissionalismo. Mas não vejo casais cultivando uma relação gostosa e consistente que sirva de exemplo para os filhos. Conheço pais que não medem esforços para que os filhos aprendam a comunicar-se em outros idiomas. Nunca encontrei pais que procurassem incentivar seus rebentos a comunicar-se sem mentiras e manipulações. Ouço pais e mães citando gurus corporativos para incultar nos filhos a atitude de vestir a camisa da empresa. Mas não conheci pais e mães que se esforçassem para ensinar-lhes a serem cônjuges fiéis.

Existe muita dedicação na aquisição de competências profissionais e pouca na de competências para a vida amorosa. As pessoas acreditam que nascem sabendo como se relacionar afetivamente. Mas cresce o número de relações sem harmonia e dignidade, de pessoas incompetentes afetivamente, que geram sofrimento em quem se envolve com elas.

Respeito e compromisso aparecem no discurso da maioria, mas não nas atitudes. Cansei de ouvir relatos de rapazes que conhecem moças na balada e as levam para casa, para uma noite de prazer. De madrugada, elas vão embora - e eles voltam a dormir, despreocupadamente, a despeito dos perigos da cidade. Não há sensibilidade e respeito da parte deles, e elas não se fazem respeitar nesta questão. Ligar no dia seguinte para agradecer pelos momentos passados juntos, então, nem pensar! São descartáveis uns para os outros. Compromisso é um conceito que parece referir-se a casamento apenas e não ao cuidado que devemos ter com alguém com quem estivemos envolvidos, ainda que por pouco tempo.

As moças dizem que os rapazes somem de repente. Não ligam, não atendem às chamadas, não dão notícias. Por e-mail a desculpa é sempre a mesma: "Estou atolado de trabalho!" Descobre-se depois que saem com outras. Isso é falta de quê? Educação? Respeito? Caráter? Ora, se alguém some do trabalho sem dar motivo é demitido por justa causa!

Não me entenda mal, leitor. Não coloco o trabalho em oposição à relação amorosa. Creio que ambos são imprescindíveis para o equilíbrio e a saúde mental. Creio também que é infeliz quem busca realizações em um ou outro apenas. Meu alerta é no sentido de conscientizar e sensibilizar. Se o cuidado na educação para as relações amorosas fosse igual ao que se dá à formação profissional não haveria tanta gente sozinha, infeliz ou vivendo relações insanas.

*Rosa Avello, psicoterapeuta na capital paulista, é especialista em sexualidade humana pelo Instituto Sedes Sapientiae, em psicodinâmica aplicada aos negócios pelo Grupo Dirigido (GD) e na aplicação do MBTI (instrumento de identificação dos perfis psicológicos) pelo Instituto Felipelli. E-mail: rosavello@uol.com.br Site: www.rosavello.com

Fonte: Caras.com

Família: prato difícil de preparar

Francisco Azevedo*

Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.

E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? O mais sentimental? O mais prestativo? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.

Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.

Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.

O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Meuni; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é a Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

*Texto extraído do livro “Arroz de Palma”

Reflexão: casamento

"Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!"

Texto extraído da Internet