Ideologia gay e Homossexualidade não são a mesma coisa

Ideologia gay e Homossexualidade não são a mesma coisa, afirma o Jornalista Ruy Fabiano

Toda a campanha em favor da causa gay, e que orienta a aprovação do projeto de lei 122, em tramitação no Senado, parte de uma mesma premissa: haveria, no Brasil, um surto de homofobia — isto é, hostilidade e ameaça física aos gays.

A premissa não se sustenta estatisticamente. Os números, comparativamente aos casos gerais de homicídios anuais no país – cerca de 50 mil! —, são irrelevantes.

Segundo o Grupo Gay da Bahia, de 1980 a 2009, foram documentados 3.196 homicídios de homossexuais no Brasil, média de 110 por ano.

Mais: não se sabe se essas pessoas foram mortas por essa razão específica ou se o crime se deu entre elas próprias, por razões passionais, ou pelas razões gerais que vitimam os outros 49 mil e tantos infelizes, vítimas do surto de insegurança que abala há décadas o país.

Se a lógica for a dos números, então o que há é o contrário: um surto de heterofobia, já que a quase totalidade dos assassinatos se dá contra pessoas de conduta hetero.

O que se constata é que há duas coisas distintas em pauta, que se confundem propositalmente e geram toda a confusão que envolve o tema.

Uma coisa é o movimento gay, que busca criar espaço político, com suas ONGs e verbas públicas, ocupando áreas de influência, com o objetivo de obter estatuto próprio, como se opção de conduta sexual representasse uma categoria social.

Outra é o homossexualismo propriamente dito, que não acrescenta nem retira direitos de cidadania de ninguém.
Se alguém é agredido ou ameaçado, já há legislação específica para tratar do assunto, independentemente dos motivos alegados pelo agressor. Não seria, pois, necessário criar legislação própria.

Comparar essa questão com o racismo, como tem sido feito, é absolutamente impróprio. Não se escolhe a raça que se tem e ver-se privado de algum direito por essa razão, ou previamente classificado numa categoria humana inferior, é uma barbárie.

Não é o que se dá com o homossexualismo. As condutas sexuais podem, sim, ser objeto de avaliação de ordem moral e existencial, tarefa inerente, por exemplo (mas não apenas), às religiões.

Elas — e segue-as quem quer — avaliam, desde que existem, não apenas condutas sexuais (aí incluída inclusive a dos heterossexuais), mas diversas outras, que envolvem questões como usura, intemperança, promiscuidade, infidelidade, honestidade etc.

E não é um direito apenas delas continuar sua pregação em torno do comportamento moral humano, mas de todos os que, mesmo agnósticos, se ocupam do tema, que é também filosófico, político e existencial.

Assim como o indivíduo, dentro de seu livre arbítrio, tem a liberdade de opções de conduta íntima, há também o direito de que essa prática seja avaliada à luz de outros valores, sem que importe em crime ou discriminação. A filosofia faz isso há milênios.

Crime seria incitar a violência contra aqueles que são objeto dessa crítica. E isso inexiste como fenômeno social no Brasil. Ninguém discute o direito legal de o homossexual exercer sua opção. E a lei lhe garante esse direito, que é exercido amplamente.

O que não é possível é querer dar-lhe dimensão que não tem: de portador de direitos diferenciados, delírio que chega ao extremo de se cogitar da criação de cotas nas empresas, universidades e partidos políticos a quem fez tal opção de vida.

Mesmo a nomenclatura que se pretende estabelecer é falsa. A união de dois homossexuais não cria uma família, entendida esta como uma unidade social estabelecida para gerar descendência e permitir a continuidade da vida humana no planeta.

Casamento é instituição concebida para organizar socialmente, mediante estatuto próprio, com compromissos recíprocos, a geração e criação de filhos.Como aplicá-lo a outro tipo de união que não possibilita o que está na essência do matrimônio? Que se busque então outro nome, não apenas para evitar confusões conceituais, mas até para que se permita estabelecer uma legislação que garanta direitos e estabeleça deveres específicos às partes.

Há dias, num artigo na Folha de S. Paulo, um líder de uma das muitas ONGs gays do país chegou a afirmar que a heterossexualidade não resultaria da natureza, mas de mero (e, pelo que entendi, nefasto) condicionamento cultural, que começaria já com a criança no ventre materno.

Esqueceu-se de observar que, para que haja uma criança no ventre materno, foi necessária uma relação heterossexual, sem a qual nem ele mesmo, que escrevia o artigo, existiria.

Portanto, a defesa de um direito que não está sendo contestado — a opção pelo homossexualismo — chegou ao paroxismo de questionar a normalidade (e o próprio mérito moral) da relação heterossexual, origem única e insubstituível da vida.

Não há dúvida de que está em cena um capítulo psicótico da história.

A Tragédia não é o Fim


A Bíblia conta em 2 Samuel 9 a história de Mefibosete.

Sua vida foi cheia de tragédias. Quando ele tinha cinco anos, mataram seu avô; no mesmo dia, mataram seu pai. Como se não bastasse, a babá, querendo protegê-lo, o pegou nos braços e saiu correndo para escondê-lo. Ao fazer isto, ela tropeçou e deixou o menino cair no chão.
Ele quebrou as duas pernas e nunca mais andou. Mefibosete foi então escondido. Quem o escondeu pensava estar protegendo-o do novo rei, Davi. Pois pensava que Davi queria matá-lo por ser Mefibosete o herdeiro do trono.

Mefibosete, que nascera para ser um príncipe, morar no palácio, e desfrutar de uma vida formidável, vivia escondido numa casa emprestada, que não era sua, solitário e sem comunicação.

No entanto, Davi, o rei, fizera uma aliança com o pai de Mefibosete, Jônatas, e prometera cuidar e proteger todos os seus descendentes. Mefibosete, por pensar que Davi o procurava para o mal, mais se escondia. Quando Davi o descobriu, mandou um dos seus servos buscá-lo. Ziba foi ao encontro de Mefibosete e o carregou nos braços de volta ao palácio. Davi restaurou a vida de Mefibosete e lhe devolveu tudo o que ele tinha direito. Mefibosete passou a viver lado a lado com o rei.


Todas as nossas tragédias fazem com que nos escondamos também. Pensamos que o Supremo Rei nos abandonou e ficamos com medo ou raiva, não entendendo porque este Rei amoroso permite que coisas horrendas nos aconteçam. O grande Rei fez uma aliança com seu filho Jesus. Ele também prometeu cuidar de você. Ele enviou o Espírito Santo para nos achar, buscar e trazer para o seu palácio. Em sua presença todas as nossas dores são curadas, nossos sonhos são realizados, nossas amarguras dissipadas, e nossas lágrimas enxugadas.

Não posso explicar porque tragédias acontecem com gente boa. Alguns dizem que é o destino, não creio; outros dizem que é castigo, mas que mal fez Jesus para morrer na cruz? Ainda outros dizem que estamos sendo purificados. A verdade é que muitos de nossos sofrimentos não têm explicação plausível.

O que posso afirmar com segurança é que o Rei está a sua procura. Ele quer abraçar-lhe, cuidar de você, realizar seus sonhos, e mudar sua história. Nenhuma tragédia é final. Tudo pode ser mudado. Quando cremos nisto, quando mantemos a esperança viva, quando não desistimos da vida, quando aceitamos o amor de Deus, temos as forças renovadas.

Como ministrar a outros se nos sentimos feridos? Do mesmo modo que Jesus salvou o mundo através de suas chagas. Pois se o grão de trigo não morrer fica ele só, mas ao morrer o grão de trigo produz muitos grãos.
Assim podemos consolar os outros com as mesmas consolações com que fomos consolados. O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza.

Creia, a partir de você uma história de paz, amor, vida, e esperança começa a ser escrita. A tragédia não é o fim.

Por Dr. Silmar Coelho

Gungor "You Have Me"

Ministério pastoral e missão integral

Entrevista com Antonio Carlos Barro

A Teologia Evangelical, ou seja, Missão integral, a partir de seu lema "O Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens", definido no Congresso Internacional de Evangelização, realizado em 1974, em Lausanne, na Suíça, oferece uma lente através da qual lemos as Escrituras Sagradas em busca de referenciais para a presença do cristão e da comunidade cristã no mundo.

Mas poucos são os pastores, líderes e faculdades evangélicas que optam por estudá-la e praticá-la em suas vidas, denominações e programas de ensino. E muitos confundem a missão integral com o assistencialismo aos mais pobres.

Crendo que a Missão Integral é algo fundamental para exemplificar e demonstrar a presença cristã que gera transformação das dimensões morais, intelectuais, econômicas, culturais e políticas da comunidade onde está inserida, é que entrevistamos o Dr. Antonio Carlos Barro.

Barro é doutor em Estudos Interculturais pelo Fuller Theological Seminary (California/EUA), professor de disciplinas na área de Teologia Prática, fundador da Faculdade Teológica Sul Americana e atual Chanceler, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil e responsável pelo site www.sermao.com.br

O que é ter um ministério pastoral com missão integral?

Antonio Carlos - Primeiro devo dizer que essa é uma tarefa um pouco complicada. Complicada porque poucos pastores sabem o que é missão e bem poucos sabem o que é missão integral. Já tivemos casos (mais de um) de pastores que são formados em seminários tradicionais no Brasil que vêm estudar em um dos cursos da Faculdade Teológica Sul Americana e sem ter idéia do que estamos falando quando o termo Missão Integral é usado. Se os pastores não sabem o que é Missão Integral como eles vão desenvolver seus ministérios debaixo deste guarda-chuva?

Mas, respondendo à pergunta de maneira bem simples eu diria que ter um ministério com a missão integral é olhar para o ser humano com um olhar cheio de amor e de bondade e ministrar a esse ser humano de tal forma que ele encontre sua identidade na casa de Deus e recupere a sua dignidade na forma da nova criação. Todas as partes que juntas formam o ser humano são alvos do ministério pastoral.

Muitos confundem a Missão Integral com o assistencialismo aos pobres, qual a diferença? Como as Igrejas podem colocar a missão integral em prática?

Antonio Carlos - Essa confusão se dá em decorrência do que já afirmei na primeira pergunta. Os evangélicos sempre foram preocupados com a alma das pessoas. Queriam salvar almas para o céu. Nossas pregações, nossos hinos e a nossa práxis eram nessa direção. Até que um dia descobriram que a igreja precisa fazer algo mais e esse algo mais era em direção aos pobres. Alguém chamou isso de Missão Integral (MI). A partir desse momento criou-se a lenda de que MI é fazer algo para os pobres e marginalizados da sociedade.

Isso não é e nunca será MI.

Missão Integral como o próprio nome afirma é integral. Para ser integral é preciso ter as partes. A soma de todos os ministérios ou de tudo o que a igreja faz é a MI. Integral é o valor limite da soma daquilo que a igreja é. Num certo sentido nem precisa do nome Integral. Missão já é essa soma. Assim sendo, uma igreja pode ter um ministério com os pobres numa favela e estar longe da MI, bem como um igreja que trabalha com casais ou uma igreja que evangeliza ricos na Av. Paulista.

Eu não conheço nenhuma igreja que desenvolve a MI na sua plenitude. Essa igreja ainda não foi fundada.

A ação missiológica e pastoral da igreja afeta a pessoa humana em todas as suas dimensões: biológica, psicológica, espiritual e social - a pessoa inteira em seu contexto. Como recuperar a visão bíblica da unidade do ser humano nestas dimensões inseparáveis sem cair numa teologia triunfalista?

Antonio Carlos - A única maneira de recuperar isso é reciclar os pastores e líderes assim como todo o povo de Deus. A pergunta que precisa ser feita é se essas pessoas querem aprender a respeito dessa visão ministerial que engloba todo o ser humano. Minha impressão é que a igreja não quer aprender, porque isso é custoso, envolve quebra de paradigmas e um retorno a um cristianismo mais simples que atuaria como contracultura de quase tudo o que está acontecendo em nossas comunidades.

Rene Padilla, um dos grandes precursores da Missão Integral certa vez declarou: "O grande perigo para a sociedade e para a missão integral da igreja hoje, não é o comunismo, mas é o capitalismo." Você concorda com esta afirmação?

Antonio Carlos - Bem, eu não sei o que estava na cabeça do Padilla e em qual contexto ele fez essa declaração. A meu ver não existe nenhum sistema que ajuda ou atrapalha a MI. Ela é desenvolvida independentemente do sistema vigente porque ela é maior do que qualquer cultura e por isso, transforma a cultura. Se o governo é comunista, capitalista ou monárquico isso não tem a menor importância.

Agora existe um fato que é mais preocupante e que foi apontado por Herbert Butterfield, historiador Inglês nos anos cinquenta: a igreja sempre foi como um camaleão. Se o governo é republicano, ela é republicana; se o governo é monárquico, ela é monárquica. Ou seja, a igreja é conivente com o sistema. Tem alguns que não serão. Esses são os remanescentes fiéis e os que não dobram os joelhos para Baal.

Em sua opinião o que dará mais certo: uma igreja com programas e projetos de evangelização e discipulado ou uma igreja que treina seus membros para obedecerem a Cristo nas suas diferentes áreas da vida cívica?

Antonio Carlos - Uma coisa não elimina a outra. Ou uma coisa deveria incluir a outra. Os programas de discipulados na maioria das igrejas não passam de um tempo em que o aprendiz irá ouvir (não digo aprender) algumas fórmulas da nossa sagrada tradição evangélica. Irá ouvir que somos isso e não aquilo, que fazemos isso e não aquilo. O ensino é meramente formal, enche a cabeça de alguns conceitos que não podem ser usados para nada na vida prática.

A igreja deveria educar seus membros para que sejam pessoas libertas do pecado, do medo e da apatia. A maioria dos crentes é apática. O crente aprende desde cedo numa igreja evangélica que a sua função é frequentar um culto e dar o dízimo. Ninguém o desafia a ser uma agente de transformação na sociedade. Portanto, o que chamamos de discipulado pode ser chamado de qualquer coisa.

Quais as dificuldades da Igreja de hoje para vivenciar a missão integral?

Antonio Carlos - Acho que já respondi nas perguntas anteriores.Mas a maior dificuldade é a falta de entendimento a respeito de dois termos básicos: missão e missões. Quando eu vou a uma conferência missionária, eu participo de um evento que tem um foco: falar de missões. Isso inclui orar, ir, contribuir, conhecer, etc. Tudo ali gira em torno de missões, seja mono cultural ou transcultural.

Agora quando eu vou pregar sobre missão da igreja, os crentes e os pastores pensam que eu estou falando sobre missões. Aí eles fecham o filtro porque ninguém está muito interessado em missões. Eu não posso ser pastor ou líder se eu não entendo o que é missão, se eu não entendo que a missão é a razão de ser da igreja, que a natureza da igreja é missionária. Falta mais reflexão aos nossos líderes, eles deveriam pensar mais nisso.

Quais os seus conselhos aos líderes e pastores para repassar a visão da missão integral para sua igreja?

Antonio Carlos - Ver, julgar e agir.

Ver o que está à sua volta, ensinar sua igreja a ler a Bíblia e o mundo ao mesmo tempo e levar sua igreja a responder às necessidades que estão perto dela. Pelo menos isso. Não se preocupe em querer salvar o mundo. Salve o seu bairro, salve sua cidade.Agir em nome de Deus e com os recursos disponíveis. Fazer o que pode e o que não pode, ore a Deus. Ele é o Senhor dos recursos.Depois avalie o que foi feito, arrume o que pode ser arrumado.

Finalmente, convoque a comunidade e celebre os frutos da missão. Depois de celebrar (alguns podem chamar isso de culto) saia para o mundo em missão. Retorne para celebrar e volte ao mundo para missionar. Só isso.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com/ e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

Desenvolvendo o potencial das crianças

Compassion: desenvolvendo o potencial das crianças

Entrevista com Ana Rafaela dos Santos Publicado em 29.06.2011

Qual é o espaço que a criança tem em sua Igreja? Quais as atividades preparadas para ela? Sua Igreja/organização apresenta algum trabalho social para promover o desenvolvimento do potencial das crianças da sua comunidade/bairro ou cidade? Pensar no Ide sem incluir as crianças é fazer a Missão pela metade.

Uma das organizações mais respeitadas, a Compassion atua em 26 países, inclusive no Brasil, em parceria com igrejas evangélicas, beneficiando em nosso país cerca de 32 mil crianças em situação de risco em 7 Estados: Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.
A Compassion International é uma organização evangélica interdenominacional, não-governamental, sem fins lucrativos, cujo objetivo é ajudar crianças em situação de risco ao redor do mundo. Foi criada em 1952 pelo missionário Everett Swanson em resposta à pobreza e à desolação de crianças que se tornaram órfãs devido à guerra na Coreia.

Há mais de 20 anos no Brasil, a Compassion tem feito a diferença na vida de muitas crianças, capacitando-as e preparando-as para um futuro melhor.

Para conhecer mais suas atividades, entrevistamos Ana Rafaela dos Santos, graduada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda, e pós-graduada em Gestão da Comunicação, ambas pela Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC), em Campinas, SP. Ana serve o ministério da Compassion há 2 anos e meio como especialista em comunicação e é membro da Primeira Igreja Batista em Campinas.

Algumas histórias sobre o Brasil podem ser achadas nestes links: http://blog.compassion.com/tag/brazil. Sites da Compassion http://www.compassion.org.br/ (em português) http://www.compassion.com/ (em inglês)

O Presidente da Compassion International, Wess Stafford, escreveu o livro "To Small to Ignore" ("Pequenos demais para serem ignorados"), compartilhando seu ponto de vista a respeito das crianças e sobre o papel dos pequeninos no Reino de Deus. Qual a visão e que princípios podemos aprender com este livro?

Ana - Wess Stafford costuma dizer que tudo o que precisou aprender para liderar a Compassion ele aprendeu quando era criança e morou com seus pais na África. Wess é filho de missionários e sofreu na infância abusos na escola onde estudou. Hoje é uma das vozes mais respeitadas em defesa da criança. O livro "Pequenos demais para serem ignorados" conta sua trajetória e ele fala sobre o valor dos pequeninos no Reino de Deus. Devemos ter em mente que as crianças não sao a igreja de amanhã, mas de hoje - elas também são agentes transformadores. Temos muitas histórias de famílias inteiras que se converteram por causa do testemunho de uma criança.

O que é Compassion e quais seus objetivos?

Ana - A Compassion é uma instituição não governamental cujo objetivo é libertar crianças da pobreza em nome de Jesus. A sede fica em Colorado Springs, nos Estados Unidos, e temos 12 países parceiros (países que levantam recursos) e 26 países campo (países que recebem os recursos - incluindo o Brasil). Os recursos são levantados por meio de apadrinhamento.

Trabalhamos em parceria com Igrejas Evangélicas que tenham a mesma visão de alcançar crianças em situação de vulnerabilidade social. Por meio dessas parcerias, capacitamos a Igreja e seu Projeto social provendo apadrinhamento das crianças, suporte financeiro e treinamento.

Quais os programas da Compassion?

Ana - No Brasil, a Compassion tem dois programas, o CDSP - Child Development trhough Sponsorship e o LDP - Leadership Development Program.

O CSDP é o Programa de Desenvolvimento da Criança por meio do Apadrinhamento. Este programa é voltado às crianças e adolescentes de 3 a 18 anos. A criança/adolescente frequenta o Projeto no período em que não está na escola. No Projeto, ela recebe apoio cognitivo, nutricional, educação cristã e outras ferramentas que ajudam no seu desenvolvimento integral. É no CDSP que ela se corresponde regularmente com o seu padrinho. Não são raros os casos em que a única palavra de incentivo para esta criança ou adolescente venha apenas de seu padrinho. Um exemplo é do jovem Felipe, do Rio de Janeiro. Quando ele era criança, chegou a tomar água com açúcar para enganar a fome. Durante os anos em que esteve no Projeto, recebeu cartas regularmente do seu padrinho, estimulando-o sempre a estudar e nunca desistir de seus sonhos. Hoje, este jovem estuda direito e paga a sua faculdade trabalhando com informática, que aprendeu em um curso oferecido pela Compassion, e já conseguiu, inclusive, fazer um intercâmbio de dois meses na África do Sul para aperfeiçoar o inglês. Ele não esconde que está fazendo tudo isso hoje por causa do incentivo que recebeu de seu padrinho enquanto estava no Projeto.

O LDP é um programa de desenvolvimento e capacitação de líderes cristãos voltado a adolescentes oriundos do CDSP que conseguiram entrar em uma universidade. Para participar deste programa, existe uma seleção, pois as vagas são limitadas. Além do suporte financeiro dado pelos padrinhos para que eles possam continuar estudando, os estudantes se encontram regularmente para receber mentoreação. Nestes encontros, participam de workshops que agregam conhecimento à sua formação, como administração financeira, princípios bíblicos de integridade e mordomia, etc

Nosso objetivo é que, ao concluir o Programa, a criança esteja encaminhada para se tornar um adulto auto-sustentável e um cristão pleno.

Existe ainda um outro programa que ainda não é rodado no Brasil, o CSP - Child Survival Program, voltado para a sobrevivência do bebê.

Como as Igrejas podem ser parceiras da Compassion?

Ana -
É preciso que já exista alguma iniciativa de programa de assistência socioeducativa realizado na Igreja com crianças em situação de extrema pobreza, possuir espaço para realizar atividade com as crianças e flexibilidade para aumentar o quadro de voluntários/funcionários.

É importante ressaltar que estamos abrindo parcerias no Estados do Maranhão, na região dos Cocais (Caxias, Codó e adjacências), interior do Ceará e Pernambuco. Se alguma igreja tem interesse, basta nos contatar pelo e-mail faleconosco@br.ci.org

Como é o dia a dia visitando lugares e ouvindo histórias de crianças em situação de extrema miséria e em situação de risco? Como é contar histórias para que "o mundo veja não apenas a pobreza, mas o potencial destas crianças"?

Ana - A primeira vez que estive frente a frente com uma família que tinha passado fome foi chocante. Uma coisa é você ver isso na tv, sentada na sua sala depois da janta. Outra coisa é você entrar na casa, sentir o cheiro, ver a dispensa da cozinha vazia, olhar dentro dos olhos destas pessoas e dentro de você começar a se lembrar de Gênesis, da criação do homem, de que somos coroa da criação e que, definitivamente, Deus não nos fez para viver em uma situação como esta, de extrema miséria e falta de esperança. O que mais machuca é a falta de esperança. Por isso que o evangelho liberta: Jesus é vida em abundância, traz esperança e só nele temos força para continuar vivendo. Ele é a Vida. Como profissional em comunicação, quando visito estes lugares, o versículo que me impulsiona está emProvérbios 31.8 "Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados". É o que fazemos aqui na Compassion.

Fale um pouco dos 12 princípios de liderança da Compassion.

Ana - São princípios que norteiam a Compassion como instituição e pelos quais os funcionários em todo o mundo são comprometidos. Em resumo: demonstração de caráter, disciplina pessoal, comprometimento com a Igreja local, viver com integridade, exemplificar a liderança de servo, ouvir humildemente, liderar com coragem, acender a paixão pelo ministério, dominar as comunicações, equipar os outros, lutar por excelência e cultivar a família.

Todos estes princípios são os desdobramento de se imitar a Cristo. A Compassion é uma instituição cristocêntrica e existe para servir a Igreja.

Quais os conselhos para pastores e líderes quanto ao trabalho com crianças em suas Igrejas ou em Instituições sociais que são administradas pelas Igrejas.

Ana - Invista no ministério infantil, gaste tempo com as crianças. Isso pode transformar a vida delas para sempre. Entenda que as crianças são a igreja de hoje.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

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Site: www.institutojetro.com
Título do artigo: Compassion: desenvolvendo o potencial das crianças
Autor: Ana Rafaela dos Santos

Pastor para jogadores do Manchester

Time inglês contrata pastor para ensinar ética sexual aos jogadores


O técnico do Manchester United, Alex Ferguson, contratou um pastor para integrar sua comissão técnica. A finalidade é evitar que os atletas se envolvam em casos extraconjugais, como aconteceu recentemente com Ryan Giggs e Wayne Rooney.
O pastor batista John Boyers [foto] já trabalha no clube como capelão desde 1992 e agorá promoverá aulas de ética sexual.
“Faço alguns trabalhos, ensinando sobre situações que podem ocorrer ao longo da vida e como os atletas podem lidar com elas. Coisas como amizade, ética sexual, luto, bullying, preconceito e racismo. Tento ajudá-los a se preparar para a vida adulta. Também dou apoio pastoral e trabalho valores espirituais em todo o clube. As pessoas me conhecem e confiam em mim, se abrem e falam comigo sobre sua vida e problemas. Tivemos muitas situações no futebol que vão desde problemas com drogas a escândalos financeiros e problemas de comportamento que mostram que há um valor real no trabalho de capelania”, explica o pastor.
Um funcionário do clube acrescentou: “O pastor John é um membro altamente respeitado da equipe e faz o possível para ajudar nossos jogadores mais jovens a seguir o caminho certo. Lidar com a fama e tudo o que vem com ela não é fácil’.’
Fonte: Agência Pavanews, com informações de Daily Star

Amar o Senhor é o caminho para sermos edificados

João 14:23 - Respondeu Jesus e lhe disse: quem me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada.

Efésios 2:22 - Em quem sois também edificados juntos para habitação de Deus no espírito.

1Co12:13 - Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.



Amados, qual é o significado real da palavra edificar? Uma coisa é certa, a edificação envolve você e todos os irmãos. Não existe edificação sem que consideremos bem a nossa relação com Deus e os demais santos. O Deus Triúno faz Sua morada com os crentes exatamente para assim edificar a Sua casa. E o método? Qual é a maneira de sermos edificados? Sempre que alguém tem a doce sensação de estar na presença do Senhor e de que o Senhor o está enchendo plenamente, tal pessoa perceberá que ama espontaneamente a todos os crentes. Nesse momento tal pessoa se dará conta de que não tem problema com nenhum crente e que estará disposto a perdoar qualquer tipo de ofensa de qualquer irmão ou irmã. O que é isto? É o desejo de ser “um” com todos os crentes a bem da obra edificadora de Deus. Sempre que você se encontra em tal experiência com o Senhor, você terá o desejo de se mesclar (misturar-se) com os demais santos e não desejará estar só. O que é isso? É a unção da unidade do corpo de Cristo, que se concretiza pelo fato de bebermos de um só Espírito. Todos nós, em menor ou maior grau, carecemos desse tipo de experiência.


A edificação da habitação de Deus entre os homens depende desta experiência em um sentido mais amplo. Por exemplo: é possível que dois irmãos tenham problemas entre si. Como podem solucioná-lo? Na verdade, não é tão fácil. Mas o caminho é simplesmente amar o Senhor. Se não amarmos o senhor, desfrutando-o em realidade, jamais alcançaremos um ponto convergente. Mas se amarmos o Senhor, a solução virá. Um dia eles começam a amar ao Senhor e a sentir uma profunda e doce apreciação por Ele. Então, o Senhor lhes dá uma ordem e eles recebem um ao outro. É exatamente isso que ocorre. Se amamos o Senhor, o próprio Senhor exigirá que amemos uns aos outros.


Espontaneamente tais pessoas encontram-se na presença do Senhor e o problema desaparece. Esta é a maneira em que o Senhor realiza Sua obra divina de edificação entre nós. Nada disto depende de organização, regras nem ensinos externos, mas sim do amor que temos pelo Senhor, e que se manifesta e permanece em nós. Lembremos: a todos nós foi dado beber de um só Espírito e este Espírito é o vinculo da unidade entre os santos - o vinculo da unidade do corpo de Cristo.


Não existe edificação sem que haja antes uma relação de vida com Deus. Ninguém é capaz de amar a ninguém sem que primeiramente ame a Cristo. E amar é entregar-se sem reservas. Se não podemos nos entregar ao Senhor; Se a nossa consagração ainda é um débito constante em relação com o Senhor, dificilmente teremos amor uns pelos outros e a edificação será apenas um tema de apoio para enfeitar “boas pregações”. Amemos, pois, ao Senhor entregando-nos completamente a Ele! Deus te abençoe.